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 Historias laterais oficiais

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AutorMensagem
LeeSiuLoong

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Mensagens : 341
Data de inscrição : 04/03/2015

MensagemAssunto: Historias laterais oficiais   Ter Mar 29, 2016 9:53 pm

Introdução

Esta história lateral foi lançada nas páginas da rara revista japonesa Jump Gold Selection 3. Ela foi escrita por Yoshiyuki Suga (o mesmo que escreveu a história do filme da Éris e do Abel), com ilustrações de Shingo Araki e Michi Himeno (os dois principais desenhistas do anime). Possui três capítulos, sendo que o primeiro retrata o momento do término da batalha das Doze Casas do Zodíaco, com uma reflexão da Saori (Atena).

Já o segundo mostra Saori conversando com Mu em um local mitológico chamado de "Fonte de Atena", onde os Cavaleiros de Bronze se recuperavam das feridas das últimas batalhas. Uma nova guerra se anuncia, com a estrela Polaris emitindo um cosmo diferente, e Saori resolve voltar ao Japão!

O terceiro é muito interessante, pois mostra uma passagem do início da Saga de Asgard nunca vista no anime, com o ataque dos Guerreiros Deuses de Asgard aos Cavaleiros no Santuário, sendo que Ikki, em situação um pouco melhor que os outros, se viu incapaz de enfrentar Bado de Arkor. Shaka de Virgem interviu e ajudou Ikki.


Capítulo 1: Florescimento
Saori segura Seiya após a batalha das Doze Casas do Zodíaco!

As doze chamas que marcavam o passo do tempo na torre do relógio de fogo já haviam se apagado. No céu noturno, como se estivesse tratando de aliviar as feridas dos jovens que pela primeira vez na história haviam desafiado o Santuário, na chamada batalha das 12 Casas, o resplendor de inúmeras estrelas iluminava suavemente. A cruel batalha que havia durado mais de 12 horas, aqui havia chegado ao seu fim. Mesmo depois que os cavaleiros de ouro sobreviventes terem levado Shiryu e seus companheiros para serem atendidos por médicos, Saori continuava abraçada a Seiya, apertando-o contra seu peito. Por mais que chamasse a Seiya, já não lhe restavam forças para responder e ela sequer podia secar suas lágrimas que escorriam livres por suas bochechas. Saori continuava chamando por Seiya desde o fundo de seu coração.

- Seiya...

Quantas vezes havia pronunciado esse nome. Na época em que Saori era uma criança caprichosa e egoísta, antes de compreender seu próprio destino com Atena, Seiya era o único que a enfrentava abertamente. Seiya, ao que havia se separado de sua irmã, seu único familiar neste mundo, ao que havia sido posto como candidato a cavaleiro e forçado a um duríssimo treinamento, como aquele que se pensa que não vale nada e se converte em um brinquedo jogado ao vento, odiava seu destino e com todas as forças tratava de voltar toda sua impaciência e sua ira sobre Saori. Saori, quanto mais se voltava contra ele, pensava que mais o odiava, porém já desde sua infância havia compreendido uma coisa:

- Seiya e eu nos parecemos...

Como única herdeira da fundação, parecia que vivia uma vida sem privações, mas na realidade Saori não tinha ninguém a quem confiar seu coração, estava só. Ainda que com muitos serventes e aspirantes a cavaleiro ao seu redor, isto não a confortava. Saori sentia como todos eles baixavam a cabeça perante sua autoridade de presidente da fundação Graad, não perante ela por sua própria vontade. Sua solidão, impaciência, instabilidade, ira... quando olhava a si mesma nos olhos de Seiya se dava conta de que eram iguais. E, durante isso, atormentava Seiya, contudo, gritava no fundo de sua alma:

- Seiya... diz-me... O que eu deveria fazer agora? O que será de mim?

Tão logo compreendeu seu destino como a deusa Atena, Saori havia tentado assassinar-se. Passados seis anos que Seiya e os demais, para obter suas armaduras, haviam sido dispersados pelo mundo. Quando regressaram ao Japão ela os ofertou uma nova prova, a chamada Guerra Galática. Para conseguir suas armadura haviam sofrido muitíssimo e ela, agora, cruelmente os haviam ordenado que lutassem entre si. Saori, certamente, comportava-se como a rainha ante qual os escravos que lutavam no Coliseu, já desde as antigas lendas gregas, se inclinavam e admiravam. Ao menos não havia dúvida de que é assim que olhava Seiya e os outros. Mesmo quando o semblante de Seiya que vestia a Armadura de Pégaso e que havia se desenvolvido vigorosamente, desprendia a transbordante auto-confiança do cavaleiro em que se havia convertido e que se encontrava perante ela, os olhos de Saori que o contemplavam seguiam vendo-o com no passado. Saori trazia suas palavras de agradecimento a Seiya. De que serviria dizer estas palavras agora? O cosmo que Atena despertava dentro de si fazia-a sentir claramente que esta Guerra Galática não seria mais que um fácil prelúdio, e que de agora em diante excessivas batalhas envolveriam Seiya e os outros cavaleiros. Desde então, passaram tempos tormentosos e em algum momento desapareceu a fria tirania entre Saori e os Cavaleiros. Em cada momento de duras provas ou de repetidas batalhas que passaram juntos, cada vez que superavam um obstáculo, a distância ia se estreitando.

Saori já não era Saori Kido, era Atena... Seiya e os outros como Cavaleiros de Atena haviam protegido a Saori e não a deusa. Por isso Saori queria protegê-los.

- Saori! Atena! Seiya!

Durante toda a batalha, o sorriso de Seiya que atravessava as barreiras do tempo, em alguns momentos, chegou a deslumbrá-la. Certamente, Seiya não o oferecia para Saori Kido, e sim para Atena, e para o símbolo da paz que ela representava e traria a Terra. Saori se alegrou de poder devolver esse sorriso de dentro de seu coração. Quando eram crianças, o seu coração chamava a Seiya e a resposta a sua súplica agora foi convertida em um doce sorriso. Quando esse cálido sentimento batia em seu peito, de repente Saori desejava ser Atena, voltava a ser uma simples jovem. Ainda mas agora quando sentia o calor do rosto de Seiya, ferido e exausto, como se durmisse, repousando em seu peito, a dor provocada pela flecha de ouro disparada por Tremy de Sagita desaparecia e se convertia em uma sensação de bem-estar. Sem ter que liderar os Cavaleiros para enfrentarem cruéis batalhas, sem ter que levar em suas costas a pesada responsabilidade de Atena, assim, desta forma, desejava estar para sempre. A expressão do rosto de Saori que erguia a vista lançando um pedido à estátua de Atena que se erguia dominante bem ao seu lado, era a expressão de Saori Kido, uma simples garota que certamente parecia assustada como um passarinho que começa a levantar vôo. Havia um homem que ali estava silenciosamente vigiando os movimentos de Saori. Mu, o Cavaleiro de Ouro de Áries



apítulo 2: O amor de Atena

Mu de Áries se aproxima de Saori!

Na manhã do dia seguinte, uma onda de clamores que rompiam o silêncio sacudiram o Santuário. Era o clamor que todos alçavam para saudar Atena e celebrar sua chegada. Devido a conspiração de Saga de Gêmeos, sua figura havia estado em volta de um véu de mistério e inclusive alguns duvidaram de sua existência, mas, agora a mesma deusa se mostrava perante eles em toda sua formosura e nobreza. Todos os habitantes do Santuário comemoravam a vitória da justiça e rezavam, confiando que de agora em diante a paz duraria para sempre Esse era o mesmo sentimento que pairava em Saori. O Santuário que era um lugar que se podia considerar como um ponto chave para a manutenção da paz na terra se havia convertido em um campo de batalha e o sangue de muitos amigos havia sido derramado. No doce, e repleto de força, sorriso que Atena devolvia aos que estavam perante ela, eles não percebiam nenhum ponto obscuro. Exceto uma pessoa... Nos arredores do Santuário, em um bosque se erguia silencioso um antigo e pequeno templo que nada advertia. Era conhecido como "Fonte de Atena". Ali existia sim uma formosa fonte de brisas refrescantes. Ficou conhecido assim porque os ares desses arredores durante mil anos pareciam anestesiar a pele, gelando-a. Inclusive dentro do Santuário poderia se dizer que quase ninguém conhecia a existência deste templo. Era como uma UTI para Cavaleiros. E tanto Seiya como seus companheiros, os cinco, que haviam chegado agonizando por causa das graves feridas recebidas nas batalhas, agora estavam sendo ali atendidos em tudo o que se fosse possível fazer por eles (o texto não explica quem são eles, mas devem ser médicos do Santuário). Nesse bosque de sombras verdejantes, como um belo vestido, completamente branco, quase transparente, Saori andava temerosa.

- Imaginava que viesse Atena...

Perante ela, Mu se ajoelhava. Mu, nesse momento, não percebeu realmente a expressão de Saori, o medo que por um instante apareceu em seu rosto. O medo de quem se crê culpada de um terrível crime, algo que não era próprio de Atena.

- Certamente Mu... Como sou Atena é natural que me preocupe com o estado de meus Cavaleiros, os Cavaleiros de Atena. Além do mais... é por minha culpa que eles...

- Se são Cavaleiros é normal que sejam feridos em nome de Atena e inclusive mesmo que morram em seu nome. Deve sentir-se satisfeita com eles. Isso é algo que já devia saber bem.

Mu estava lendo seu coração e compreendia perfeitamente que a garota que estava ali não era Atena, era Saori Kido.

- Mas se eu chegar a perder o Seiya... eu...

Só com esse pensamento se mostrava mais frágil que o vestido de seda que levava.

- Por favor, abraça-me Mu...

- Não é permitido que o amor de Atena seja vertido sobre um só Cavaleiro... O Amor de Atena deve ser para todos seus Cavaleiros por igual.

Saori tentou escapulir de Mu, mas por alguma razão suas pernas pareciam estar atadas e não podia se mover.

- O Amor de Atena... é de um Cavaleiro... só um...

Saori tinha a sensação de poder ouvir os gemidos e o fraco batimento do pulso de Hyoga, Shiryu, Shun e Ikki, que junto com Seiya permaneciam inconscientes na "Fonte de Atena", tentando com todas as suas forças voltar a fazer arder a chama de suas vidas que se desvanecia. E não só eram eles, o coração de Saori se compungia ao recordar os numerosos cavaleiros que por Atena haviam caído e derramado seu sangue. Antes desta situação, Mu explicou a Saori a origem do nome da "Fonte de Atena". Nos tempos mitológicos, cada vez que acontecia uma guerra sagrada, os cavaleiros que recebiam feridas mortais eram carregados a esse templo. Diziam que uma batida dos cavaleiros podia rasgar o ar, romper o solo. Inclusive os que levavam armadura de bronze em um segundo podiam lançar mais de 100 golpes que ultrapassavam a velocidade do som. Os cavaleiros de prata podiam lançar o dobro ou inclusive o triplo e com respeito aqueles que portavam as armaduras douradas, se dizia que podiam lançar mais de 100 milhões de golpes que alcançavam a velocidade da luz. Por tanto, seus combates eram algo inimagináveis e assim mesmo o dano que podiam receber não podia ser pouco. A estrutura da matéria chegava a romper pelo que nem sequer os médicos atuais poderiam possivelmente salvar a maioria dos feridos em estas lutas. Muitos dos cavaleiros feridos esperavam pacientemente neste templo do Santuário, que era como sua segunda casa e que a morte viria a buscá-los. Mas então, diz a lenda, que desde as distantes alturas da estátua de Atena, caiu uma lágrima. Uma lágrima que era como um cosmo dourado que molhava um ressecado deserto como se de um oásis se tratava. Este cosmo envolvia todo o templo e seus arredores e dizia-se que todos os cavaleiros se recuperaram de seus ferimentos salvando seus vidas. Saori, ainda com dor, compreendeu bem o sentido que Mu queria indiretamente dizer com essa história. Ao voltar e olhar para o céu, através das frondosas árvores, era possível ver o expressão nobre e ao mesmo tempo doce da estátua de Atena.

- Já não sou uma simples jovem, como a reencanação de Atena nesta época moderna. Onde ainda povoam as forças malignas teremos que livrar muitas batalhas.

Desta vez não olhou a Saori diretamente, pelo contrário, permaneceu com o olhar distante dela, talvez com respeito como se essa fora a prova de que a reconhecia como Atena e a venerava ou tal vez foi produto de um estranho presentimento ao perceber que a estrela Polaris havia começado a emitir um cosmo inquieto. Finalmente uma respeitosa Saori reverencia Mu e desaparece entre as árvores.

Aos poucos Saori seguiu o conselho de Mu e voltou a Mansão Kido levando Jabu, Kiki e os demais consigo.

- O amor de... Atena...

Em contraste com seu coração agitado, o mar Egeo que contempla desde o avião, brilhava suavemente em um tom verde esmeralda.


Capítulo 3: Ataque misterioso

Já haviam se passado vários dias desde que Saori abandonou o Santuário. O outono já havia chegado, mas o tempo permanecia limpo e fresco, como se ele também celebrasse a chegada de Atena. Porém, nessa manhã, por alguma razão, havia momentos em que se podia sentir uma intensa corrente gelada. Na "Fonte de Atena", onde recebiam toda a atenção possível, Seiya e seus companheiros ainda não haviam recobrado os sentidos e todavia vagavam entre a fronteira da vida e da morte. Será que seus corpos, como suas armaduras, não irão sobreviver a Batalha das 12 Casas? A intranquilidade dos Cavaleiros de Ouro havia aumentado consideravelmente quando receberam de Mu a notícia de que as armadura de Seiya e dos demais haviam sido "mortas". Nessa noite... Os guardas postados em frente da "Fonte de Atena", depois de se entendiarem de falar sobre o estranho frio que fazia por ali naquela estação, acabaram dormindo... quando foram sacudidos por um tremor. Imediatamente abriram seus sonolentos olhos com atenção. Mas apenas só conseguiram gritar:

-Quem são?

Todos os guardas cairam mortos aos pés de quatro ou cinco sombras masculinas que, sem fazer ruído, entraram dentro do templo. Como quando em sua terra natal, permanentemente coberta de neve, continham a respiração e controlavam sua energia tratando de captar os cosmos de suas presas.

- É aqui... neste recinto...

Os assassinos, que atravessaram correndo a ampla galeria, chegaram sem o menor contratempo a habitação onde os Cavaleiros de Bronze se recuperavam e com um forte chute derrubaram a porta. Dentro, encontraram Seiya e seus companheiros deitados em suas camas.

- Ahn?

Uma das cincos camas estava vazia...

- Não parecem a vocês que para uma simples visita a uns enfermos foram bruscos demais derrubando a porta? Porque não bateram?

Um dos assassinos voltou a cabeça e na escuridão do local encontrou um vulto com a figura de um homem. Com dificuldade pronunciou?

- Qu... Quem és tu?

- Hum, alguém que se mete no Santuário como se fosse um rato vulgar e ainda me pergunta meu nome... ora, não me faça rir.

Tendo perdido sua energia vital, com a face ensanguentada. mas envolto a uma terrivel aura de Fênix, Ikki mostrou sua fúria aos assassinos, saindo da escuridão.

- Que... que é isto?

Respondendo a provocação lançada por Ikki, os assassinos destruiram a janela e sairam perseguindo-o. Em seu estado normal, Ikki teria podido livrar-se de seus oponentes com um só golpe. Só havia se levantado da cama graças ao seu instinto que percebeu o cosmo dos assassinos que se aproximavam. Realmente Ikki, como seus companheiros, não havia se recuperado de suas feridas mortais. Se a luta se prolongasse, não só ele, mas também seus indefesos amigos seriam vítimas dos invasores.

- Isso não permitirei nunca!

Sem se importar com seu corpo machucado, começou a concentrar e aumentar seu cosmo. Ikki lançou seu ataque mais poderoso.

- Avê Fênix!!!
Imagem da luta de Shido de Mizar contra Os Cavaleiros de Bronze no Japão!
Imagem da luta de Shido de Mizar contra Os Cavaleiros de Bronze no Japão!

Os assassinos que pela primeira vez na vida viam um ataque de fogo tão poderoso abriram seus olhos com um terror incrível antes de cairem fulminados. Mas nesse momento, o corpo de Ikki se estremeceu por algo diferente da dor de suas feridas. Era um cosmo gelado, de grande poder e transbordava um poderoso instinto assassino, uma aura incomparável com a dos assassinos de antes. A sombra branca que saiu da árvore lançou um golpe a velocidade impossível de se seguir com a vista.

- Ele se moveu na velocidade da luz, como só os Cavaleiros de Ouro deveriam poder fazer!!! Foi um golpe na velocidade da Luz!

Ikki ficou petrificado perante o poderoso ataque gelado que se aproximava tendo uma luz branco-azulada como se rasgasse a noite. Um calafrio percorreu suas costas.

- No meu estado não poderei me esquivar...

E não é só isso, sequer estava trajando sua armadura, estava com o corpo descoberto. Ikki, que até então nunca havia sentido um autentico temor da morte, viu como o dono da sombra esboçava um malicioso sorriso de triunfo. Quem sabe fosse o sorriso com que dizem que o deus da morte recebe os mortos.

- Irmão...

De pronto teve a sensação de ouvir a voz de sua irmão. Mas Ikki ja havia se resignado a morrer... não havia nada que pudesse fazer. Fechou os olhos e sentiu como um poderoso cosmo gelado estava a sua frente... Mas então notou um poderosíssimo cosmo o envolvendo.

- Shaka!

Ao abrir os olhos encontrou Shaka de Virgem parado em sua frente protegendo-o do ataque de gelo. A sombra branca desapareceu na noite. Graças ao emblema de Odin das armaduras dos assassinos vencidos, ficava evidente qual era suas origens, vinham do norte, eram soldados de Asgard.

- Mas porque os soldados de Asgard?

Shaka também se perguntava. Realmente se alguém pretendia dominar o Santuário este sem dúvida seria o melhor momento. A discórdia interna causada pela rebelião de Saga foi solucionada e todo o Santuário se congregava em unanimidade ao redor de Atena, mas isso fazia pouco tempo, as coisas não estavam assentadas e Seiya e seus companheiros que haviam demonstrado, durante a batalha das 12 casas, uma capacidade superior a dos Cavaleiros de Ouro agora estavam agonizando. Sem dúvida era um momento difícil. Sem pestanejar, Shaka murmurou perguntando a si mesmo: a representante de Odin, Deus de Asgard, a Princesa Hilda... mesmo nos países vizinhos é amada e respeitada por todos... se diz que é muito bondosa.

- Então... porque?

Antes que Shaka pudesse terminar suas palavras, Ikki se aproximou dele. Seja Odin, seja Hilda, não podemos permitir que façam os que querem, devemos ir até eles.

- Em teu estado atual é impossível que possas enfrentar os lendários Guerreiros Deuses de Asgard. Além do mais, tua armadura de Fênix, com a de teus companheiros, vaga na fronteira da vida e da morte...

- Como?

A armadura de Fênix, o pássaro imortal, que mesmo reduzido a pó de cinzas é capaz de ressurgir, esta vez não pode sanar suas feridas. Só podemos confiar na capacidade de Mu para repará-la junto com as demais e da capacidade de Seiya e dos outros para superar suas feridas. Ikki não pode mais admitir as palavras de Shaka. Então reparou que a armadura de Shaka que havia recebido o golpe gelado estava trincada e coberta por uma camada de gelo. Lembrou que nem mesmo ele com seu golpe mais poderoso havia sido capaz de produzir o mínimo dano na Armadura de Ouro de Virgem.

- Esta sombra branca... esse homem, devia ser um dos lendários Guerreiros Deuses de Asgard...

Por um momento, em algum lugar de sua consciência, Ikki teve a sensação de ver como a estrela polar, assim como as sete estrelas que correspondiam a ursa maior, brilhavam com um estranho resplendor. Foi algum tempo mais tarde que Ikki compreendeu que quem lhe havia atacado aquela noite foi Bado de Arkor, Guerreiro Deus de Zeta.


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