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 O Proscrito

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Alexia.

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MensagemAssunto: Re: O Proscrito   Seg Mar 16, 2015 10:27 pm

Com ajuda do teleporte, Angeal sobe as montanhas necessárias para chegar à casa de Yuzuriha. Como todas as outras habitações de Jamiel, a casa não tem portas, apenas pequenas janelas nas partes mais acima. Novamente com o Teleporte, você entra, e o que vê é um lugar feito de pedra em ruínas, e em uma cama não muito confortável, uma senhora deitada de lado. Ela tem um corpo um pouco volumoso, mas não gordo. Os cabelos totalmente brancos estavam presos em um rabo de cavalo. Suas roupas eram brancas e leves.

- Estão vc é o espectro de que Mu me alertou. Faz quase duzentos anos que eu não vejo um servo de Hades. Posso saber o que levou o Deus dos Mortos a me importunar depois de tanto tempo?

A voz dela é trêmula e muito frágil, típica de uma mulher de sua idade.
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Angeal



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MensagemAssunto: Re: O Proscrito   Seg Mar 16, 2015 11:24 pm

Ao entrar no local, devotei uma atenção especial ao interior da residencia da senhora. Havia algo na arquitetura sólida e ao mesmo tempo de aspecto decadente que me atraia o olhar, como a fantástica união de duas frentes opostos em uma harmonia caótica. Não sabia exatamente o que meu fascínio queria dizer, mas inicialmente estava perdido em meio aquele apreciar quase hipnótico. Fui trazido de volta a realidade pela voz da senhora. Meu semblante de admiração, quase surpresa, dá lugar a um sorriso largo e convidativo enquanto cumprimento-a: -Olá, senhora Yuzuriha!-

As palavras dela foram duras, parecia que minha vinda já havia sido prevista, ou talvez simplesmente notada com antecedência para ela vestir essa máscara. Por via das dúvidas, resolvi acreditar no que ela me dizia enquanto respondia: -Bom, devo julgar que se alguém lhe avisou quanto a minha visita sabe que minhas intenções aqui são as melhores possíveis. Ainda assim, gostaria de ouvir um pouco sobre o tal Mu, se tivesse tempo para falar a respeito.- Era uma pergunta retórica. Velhos em seu estado, ironicamente, tem muito tempo livre. Ao menos enquanto estiverem vivos. Afastei aqueles pensamentos pesados enquanto prosseguia após ela se manifestar sobre meu pedido anterior, sentando-me com ar interessado, de um aspecto inocente, enquanto perguntava com certa empolgação: -Disse que há bastante tempo não vê um servo de Hades, não é mesmo? Matou o último que viu? Aposto que deve ter sido uma rotina na guerra em que lutou. Parece magnífico!- Meus olhos brilhavam de furor genuíno ao imaginar tais cenas, e me permiti continuar: -Sua força é cantada em terras distantes. Estou aqui para ouvir suas histórias, antes de mais nada. Como foi lutar uma guerra?- As palavras saiam em um tom natural. Sabia que aquilo poderia gerar um tsunami de sentimentos negativos na velinha, mas resolvi arriscar.
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Alexia.

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MensagemAssunto: Re: O Proscrito   Ter Mar 17, 2015 2:00 pm

A mulher parecia surpresa pelo jeito de Angeal, tanto que se virou em direção a ele, ainda deitada na cama. O espectro podia agora ver o rosto dela, de uma beleza muito envelhecida pelo tempo. Yuzuriha tinha olhos esverdeados, e como todo Lemuriano, duas pintinhas no centro da testa.

- Mu é um dos Lemurianos mais honrados de Jamiel, um dos poucos Cavaleiros de Athena que nosso povo ofereceu ao Santuário nos últimos tempos. Deve ter havido um motivo muito especial para ele ter passado por vc sem destruí-lo.

Ela continua deitada, e Angeal percebe o quanto isso é humilhante pra ela. A velhice realmente a pegou. E quando o espectro diz ser magnifico ela ter matado outros de sua classe na última guerra, isso a surpreende ainda mais.

- Sim, eu matei o último espectro que vi, era a minha missão e tem que concordar que vcs não dão muitas escolhas para aqueles que enfrentem.

Ela para, analisando seus motivos.

- Não me tome como tola, garoto. Não a nada de interessante em minhas histórias para ser ouvido e reprisado. O que realmente veio fazer aqui? Vingar seus companheiros em nome do Imperador?

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Angeal



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MensagemAssunto: Re: O Proscrito   Ter Mar 17, 2015 2:22 pm

Meu olhar ainda era direcionado para cima, devido o ângulo que acabara criando em relação a mulher quando havia decidido sentar-me. Demonstrava interesse por cada uma de suas palavras, e bem lá no fundo eu sabia que aquele interesse era verdadeiro. Pensei em retrucar algo quando ela referiu minha morte como possibilidade fácil para Mu, mas me contive, fiquei quieto, sem demonstrar reação quanto a sua observação áspera. Há momentos em que é necessário ouvir. Sair dali com meu dever cumprido dependeria de ouvir as palavras certas, no final das contas.

Encarei com um sorriso brando, quase irônico, as últimas palavras da velha. Nesse momento me levantei, levando meu braço esquerdo a minhas costas, tomando uma postura elegante e um tom de voz aristocrático enquanto falava: -De fato, creio que os Espectros não são os mais maleáveis dentre os ditos guerreiros dos deuses. Mas me permitir ser tão previsível me deixaria particularmente incomodado.- Encarei seus olhos profundamente, deixei todas as entrelinhas de lado, me portei de forma natural e falei com uma seriedade que saberia conseguir manter apenas por poucos segundos: -Você não tem tempo mais para isso, não é? Deve estar me amaldiçoando por meus rodeios. O fim, inexoravelmente, se aproxima de forma inclemente. Você quer ouvir, quer ver. Pois veja...- Coloquei a caixinha a mostra, segurando-a em minha mão direita e então continuando: -Você ainda deve estar sã o suficiente para lembrar-se dela, e para adiantar o que quero que faça. Agora você vê. E se não estiver velha demais para isso, também irá ouvir.- Minhas palavras eram enigmáticas, as paredes tinham ouvidos, mas meus pensamentos eram claros, e compartilhei eles com ela por intermédio de telepatia: "Quero a cabeça de Hades. As vezes pequenos males são necessários por um bem maior." Meus pensamentos traziam o rancor de uma vida de perdas e sofrimentos, e não fiz questão alguma de omitilos.
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Alexia.

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MensagemAssunto: Re: O Proscrito   Qua Mar 18, 2015 12:53 pm

Yuzuriha sorri quando Angeal mostra que é diferente dos outros espectros, e quanto ele encara os olhos dela, ela não hesita em olhá-lo também, como se aquilo fosse um gesto que estabelecesse confiança.
         Quando Angeal expõe a caixa, os olhos de Yuzuriha crescem.

- Isso é...

Por telepatia, ela responde.

"Vc tem certeza de que é este o caminho que quer tomar? Não será fácil enganar um deus"
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Angeal



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MensagemAssunto: Re: O Proscrito   Qua Mar 18, 2015 1:43 pm

Abri um largo sorriso com a preocupação aparente da mulher, mesmo tendo acabado de revirar lembranças tão ácidas. Afinal, era assim que eu havia decidido encarar o mundo a partir daquele ponto, eu queria algo a mais, e era natural que qualquer pessoa não tivesse muita esperança de que o que eu queria pudesse ser feito: "Sim... Matar um deus. É uma tarefa insana, não é?" Mantinha meus olhos fixos nos dela, voltando a falar: -Quantas batalhas já foram travadas pelos insensatos que se julgam superiores? Quantas vidas, culpas e inocentes, já foram tiradas? Caprichos... Ganância... Vingança. Todos são motivados por algo. Aqueles que vão a guerra, anseiam pela paz.- Aproximei minha mão esquerda dela, tocando seu rosto de forma afetuosa, deslizando meus dedos até próximo de seu pescoço: -A idade não lhe cai bem, Yuzuriha. Reconhece os olhos de um leoa quando vejo uma. Ainda assim, você tem escolhas. Pode escolher se deixar ser arrastada até a hora chegar, ou pode encurtar esse caminho inglório de forma digna, como uma verdadeira guerreira. Pode partir sabendo do mundo decadente que deixará para trás, ou fazer algo para tentar mudar ele antes de ir.- Aproximei meu rosto ao dela, de maneira branda, analisando seu rosto enquanto continuava: -A história teve muitos heróis, o mundo está cheio daqueles que se dizem mentalmente íntegros... As coisas continuam iguais. O mundo não precisa de um dentre tantos, não de um mas sim de o. O louco.-
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MensagemAssunto: Re: O Proscrito   Qui Mar 19, 2015 12:20 pm

Yuzuriha não se move quando Angeal lhe acaricia o rosto. Apesar de ele ser um espectro e ela ter matado muitos outros de sua classe no passado, um pequeno laço nasceu entre os dois naquele primeiro toque.

"Entendo, mas não posso te ajudar com esse corpo tão velho, queria, mas não posso..."

Ela tenta se levantar, mas não consegue. Olhando para ela, Angeal dava menos de um mês de vida a Yuzuriha.

"Não muito longe daqui há um lugar tocado pelos deuses chamado A Fonte da Vida. Suas águas tem o poder de dar aqueles que a consomem o poder que o individuo tinha em seu auge. Leve-me até lá, este será o teste final para estabelecer nossa confiança mútua... Durante o percurso, vc terá a total liberdade de me matar se assim achar melhor, mas quando eu tiver acesso aquelas águas, terei novamente poder para destruir vc com apenas um dedo."

Yuzuriha permanece séria enquanto fala, mas Angeal não sente nenhuma maldade no cosmo dela enquanto tocava seu rosto.

"Então, espectro, vc confiaria em mim?"
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MensagemAssunto: Re: O Proscrito   Qui Mar 19, 2015 12:52 pm

Eu podia sentir o pulsar fraco de seu sangue sob suas veias ao tocar-lhe o pescoço. Quando ela alega não poder me ajudar, seu pescoço parece me convidar para, em um momento brusco, findar seu sofrimento, e transparecer minhas frustração momentânea. Mas algo me conteve: "Ouça. Apenas ouça..." E eu ouvi. E me mantive calado, quieto, até que ela houvesse terminado.

Sem que eu houvesse percebido, o sorriso em meu rosto havia sido abrandado, mas agora ele estava de volta, com mais insanidade do quê alegria em sua forma. Comentei de forma afetuosa seus primeiros esclarecimentos quanto ao poder da Fonte da Vida: -Acabar comigo com apenas um dedo é? Ora, eu pagaria para presenciar isso, seria realmente interessante lhe ver tentar. Por si só é um atrativo grande o suficiente para levá-la até lá.- Uni as mãos e levei as mesmas até o mais alto que pude, alongando-me, e logo em seguida disse: -Confiar? Não tome como algo pessoal, mas se minha própria mãe me aparecesse pedindo confiança, temo que não conseguiria reconhecer mais o que tal sentimento significa.- Arrumei seus cabelos de forma carinhosa e me comuniquei por telepatia: "Reis precisam das mulheres certas ao seu lado, e você estará ao meu quando o trono de Hades ficar vazio." Minhas feições demonstravam simpatia enquanto dizia: -Prefere que lhe carregue nos braços ou lhe dê carona em minhas costas, bela Yuzuriha?- Não era como se eu tivesse escolha, mas se tinha que passar por aquilo, que fosse da melhor forma possível. Quão logo ela decidisse a forma mais cômoda para ser levada, empreenderia viagem rumo ao local apontado por ela, pedindo que a mesma me guiasse.
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MensagemAssunto: Re: O Proscrito   Sex Mar 20, 2015 3:03 am

Os cabelos de Yuzuriha são secos e quebradiços enquanto Angeal lhes acaricia. Ela novamente não muda sua expressão e apenas assente.

"Estarei ao seu lado, mesmo que ao invés de trono seja um caixão"

Desta vez as feições dela mudam, e ela força a voz de forma clara e desesperada.

- Não importa como seja, pode me arrastar pelos cabelos se prefererir, mas me leve até a Fonte da Vida e eu te ajudarei.

Mesmo dizendo isso, os braços de Yuzuriha envolvem o pescoço de Angeal, deixando clara a forma mais confortável de levar ela. O peso dela era nada para o espectro, era quase como se ele estivesse carregando só o vestido branco dela. Com teleporte, os dois abandonam a casa, voltando aos caminhos de Jamiel. Se antes o lugar parecia desabitado, agora toda a população de Lemurianos havia saído de suas casas para observar o espectro e a antiga amazona de athena. Passo a passo, os dois vão se afastando, até desaparecerem dos olhares curiosos.
Chegara a um lugar que Yuzuriha explicou se chamar O Cemitério das Armaduras, e Angeal entendeu rapidinho o pq quando da montanha de ossos e metal espalhados pelo chão, cinco esqueletos usando armaduras enferrujadas se levantaram e ameaçaram os dois lemurianos.

"Acho que não te avisei que o caminho está repleto de perigos. Sinto muito."

Iniciativa:

1° Angeal: Habilidade 4 + 1 dado (Caiu 5) = 9
2° Esqueletos: Habilidade + 1 dado = 8
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Angeal



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MensagemAssunto: Re: O Proscrito   Sex Mar 20, 2015 1:01 pm

-Não seja tão dura com você mesma. Uma dama merece ser tratada de maneira apropriada.- Disse após o comentário desiludido de Yuzuriha. Minha voz soava de forma amistosa e complacente, ela haveria de achar alguma sinceridade naquelas palavras. Após começar a carregá-la, pude sentir com seu pouco peso o quanto o tempo havia lhe castigado, e inevitavelmente me perguntei como seria ela em seus tempos áureos. Minha imaginação dispersa fez com que eu mal notasse a curiosidade atraída por nós enquanto deixávamos Jamiel.

Permaneci em silêncio enquanto progredíamos. Não demonstrei muito interesse quando ela me anunciou o local o qual estávamos entrando, o que não mudou muito ao ver as caveirinhas que se levantavam para nos defrontar: "Perigos? Acho que já esqueceu quem eu realmente quero matar." Respondi com a Telepatia. Olhei o número de inimigos e conclui que, a julgar pelo lugar, quanto mais tempo passássemos ali, mais difícil seria de avançar. Diante disso, passei a correr na direção deles, usando Telecinese para segurar um dos esqueletos e arremessá-lo contra os demais. Não chegaria a dar as costas para os oponentes, mas sempre continuaria avançando em direção a saída.
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